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Relatórios/documentos |
Passadas as comemorações oficiais e os protestos não oficiais dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil é tempo de uma reflexão mais ampla sobre as interações socio-ambientais que, desde então, vêm acontecendo nesse pedaço do planeta Terra. Um bom começo é o texto-base, elaborado por José Augusto Pádua, com contribuições de Lígia Girão, Robert Buschbacher, Garo Batmanian, Luis Carlos Piragé, para a série Técnica-Volume V (abril de 2000) do WWF Brasil, , denominado "500 anos de destruição ambiental no Brasil: uma lição a ser aprendida" encontrável no endereço www.wwf.org.br/500%20anos.pdf. O capítulo inicial do texto faz uma exposição da lógica da herança predatória que vem marcando as relações sociedade-natureza no Brasil. Os capítulos seguintes detalham as práticas socio-ambientais relacionadas a essa lógica desde os séculos iniciais da ocupação portuguesa até o século XX. O capítulo final é mais prospectivo apresentando algumas experiências inovadoras - o plano de manejo do Parque Nacional do Jaú, o desenvolvimento de tecnologias de baixo impacto para a exploração florestal e a certificação de madeiras e outros produtos pelo Conselho de Manejo Florestal- que vêm tentando romper com a herança da lógica predatória, construindo empreendimentos, a um só tempo, respeitadores das dinâmicas naturais e preocupados com a inserção das populações locais através da geração de oportunidades de emprego e renda.
À visão dos 500 anos de degradação brasileira deve ser incorporada uma história mais ampla que é a história ambiental da América Latina e para isso, uma referência excelente é a bibliografia "Environmental History of Latin America" (www.stanford.edu/group/LAEH/index.html) editada por Lise Sedrez (da Universidade de Stanford) com as contribuições de John Wirth (Universidade de Stanford) e José Augusto Drummond (da Universidade Federal Fluminense). São mais de 400 referências divididas em : Gerais, Amazônia, Andes, Brasil, Caribe, Cone Sul, Mesoamerica, Web e Vídeo constituindo-se num conjunto significativo de informações sobre a produção acadêmica mais recente da história ambiental latino-americana.
Mas se a visão histórica dá-nos um sentido temporal mais abrangente das intrincadas e complexas relações entre o homem e a natureza nessas paragens, ela, por si só, não esgota as dimensões sociais, econômicas, políticas que encontram-se presentes no debate ambiental hoje. São necessários conhecimentos e reflexões que permitam ir além, buscando novos caminhos para superação das degradações e construção de uma outra relação sociedade e natureza. Há diversos endereços que estão buscando esses novos caminhos.Destacamos as contribuições temáticas à AGENDA 21 brasileira. Vamos a elas: No sítio da Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br) há documentos relacionados à elaboração da AGENDA 21 brasileira que podem ser puxados e que valem a pena constar dos arquivos dos pesquisadores, consultores e militantes ambientais. No endereço do MMA , entre na seção AGENDA 21 brasileira (www.mma.gov.br/port/SE/ag21bra/corpo.html), nela há dois links interessantes para documentação, "Os seis documentos temáticos" e "Outros documentos de referência/consulta". "Os seis documentos temáticos" tratam de: Agricultura Sustentável, Cidades Sustentáveis, Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável, Infraestrutura e Integração Regional, Gestão de Recursos Naturais, Redução das Desigualdades Sociais. Como se vê alguns dos temas contemporâneos da questão ambiental no Brasil. "Outros documentos de referência/consulta" traz a pesquisa, coordenada por Samyra Crespo , "O que o brasileiro pensa sobre meio ambiente, desenvolvimento e sustentabilidade" (www.mma.gov.br/port/SE/PESQUISA/apresent.html), realizada pelo Museu de Astronomia- MAST (CNPq) e ISER Instituto de Estudos da Religião e os "Projetos Brasileiros de Desenvolvimento Sustentável (100 experiências brasileiras de Desenvolvimento Sustentável- www.mma.gov.br/port/se/agen21/experien/experien.html .São relatórios que merecem ser lidos e arquivados por todos que se interessam pelas questões ambientais brasileiras. |